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sábado, 3 de outubro de 2026
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 2 de março de 2017
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Café do Zequinha (Belmonte)
Em Belmonte, todos os caminhos vão dar ao Café Montebelo. Repita lá! Pois, por este nome ninguém o conhece, mas se dissermos Café do Zequinha a conversa muda de figura. Há mais de meio século que o estabelecimento comercial é o mais emblemático da vila, localizado bem no centro, na Rua Pedro Álvares Cabral e em frene à estátua do navegador.
Até 1949, foi uma loja de fazendas, mas um incêndio destruiu tudo e dois anos depois o espaço era convertido em café. Um dos primeiros da vila (havia outro junto à Câmara, que entretanto fechou).
A história do café confunde-se com a do proprietário, o sr. Zequinha. Quase ninguém sabe o seuverdadeiro nome. Ora, aqui fica: José Santos Costa. Problemas de visão levaram-no a passar muitos anos em Lisboa, em tratamento, e só em 1965, com a situação parcialmente resolvida, regressou a Belmonte. Os pais compraram o café para ele gerir e nunca mais de lá saiu, até hoje. Com 88 anos, continua por ali, diariamente, com a companheira de aventura, a esposa Alice Costa (22 anos mais nova). “Estamos aqui há mais de 50 anos. Esta foi e é a nossa vida, uma vida de sacrifício, de muito trabalho.”
Empreendedores como poucos, não se contentaram com o café. Ele ainda foi presidente da Junta de Freguesia de Belmonte. Ao mesmo tempo criaram fábrica de batatas fritas, onde chegaram a trabalhar nove funcionárias. “Um ficava no café e o outro ia distribuir as batatas pela região. Foi assim durante 20 anos”, conta a dona Alice, revelando algumas agruras: “Durante estes anos todos, nunca fomos de férias em família. Eu ia com os meus filhos (um rapaz e uma rapariga com sete anos de diferença) até à praia, mas o meu marido ficava. Noutras ocasiões era ele que precisava de ir a Lisboa ou a outros sítios e eu ficava. Isto não é para todos. Posso dizer-lhe que em todo o ano, só fazemos uma refeição como casal, é na Consoada e apenas por breves minutos. Nos outros 364 dias do ano, eu como a uma hora e o meu marido a outra. Abrimos todos os dias.”

Mas esta dedicação e esta disponibilidade fizeram do Café do Zequinha o mais frequentado. Chegou a fazer encomendas de tabaco no valor de 300 contos. Tornou-se uma das primeiras agências da região dos jogos da Santa Casa, tendo entregue vários prémios na ordem dos 20 mil contos. Ali se vendiam centenas de jornais diariamente. Durante muito tempo era o único local que tinha bolos, amêndoas da Páscoa e chocolates do Natal.
E depois há o café para beber, o melhor café de Belmonte, como garantem alguns dos clientes que não o dispensam, não o tomam noutro sítio. Pudemos comprovar essa ideia. É realmente bom. E com uma vantagem única, continua a custar a quantia redonda de 50 cêntimos!
Foi também para tomar um café que ali pararam grandes vultos da história portuguesa, incluindo primeiros-ministros e Presidentes da República, como Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, António Guterres… “Não me recordo se o Cavaco Silva cá veio, mas lembro-me bem daquele brasileiro, o Kubitschek”, afirma a Dona Alice, entre sorrisos.
O Café do Zequinha está para durar e o casal gostaria de ver o filho mais velho a tomar conta do espaço no futuro.
Jornal do Fundão (Romão Vieira, Lúcia Reis e Filipe Sanches)
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
sábado, 8 de outubro de 2016
Lince ou Gato de José Ferraz Alçada
“Lince ou Gato” é o título do livro de José Ferraz Alçada que vai ser apresentado no dia 8, pelas 16 horas, no auditório do Museu Judaico em Belmonte. O evento é promovido pela Câmara Municipal de Belmonte.
O autor, médico e escritor, natural de Belmonte mas residente na Vela (Guarda) esteve ligado à luta contra a tuberculose, fez parte da Direção da Associação de Escritores de Gaia.
José Ferraz Alçada nasceu em Belmonte em 1938. Frequentou o curso liceal na Guarda e licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra em 1966. A partir de 1977 dedicou-se à Luta Contra a Tuberculose tendo exercido, de 1998 a 2001, as funções de assessor da Sub-Região de Saúde do Porto para o Programa Nacional de luta contra a Tuberculose. Foi distinguido em 1983, 2º prémio ex-aequo, no “Prémio Dr. Joaquim Namorado”, com o conto “O javali”. Recebeu o 1º prémio com o conto “Aventuras e desventuras de um pequeno pastor” nos 1ºs Jogos Florais da Vila de Tortosendo. Publicou o livro “Anamnese” em maio de 2007 com uma 2ª edição em abril de 2012.
domingo, 25 de setembro de 2016
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Volta a Portugal em bicicleta em Belmonte
Está definida uma das mais importantes e decisivas etapas da 78ª Volta a Portugal Santander Totta que vai estar na estrada entre 27 de julho e 7 de agosto. Território de emocionantes discussões pelo título de “Rei da Volta” e “Rei dos Trepadores”, a Serra da Estrela será o cenário privilegiado da 6ª etapa que, partindo de Belmonte, a 3 de agosto, vai levar o pelotão a passar duas vezes pelo topo do território continental antes de chegar à Guarda, após 175 quilómetros.
A cidade mais alta de Portugal, já recebeu o pelotão da Volta em 53 ocasiões, e muitas vezes em momentos decisivos como vai ser este ano, o que deixa o presidente do município, Álvaro Amaro, particularmente satisfeito. “Sou um fervoroso adepto da modalidade e a Volta a Portugal é uma grande montra do nosso país pela energia que ela arrasta. Este ano estamos muito orgulhosos pelo papel fundamental que a Guarda vai desempenhar enquanto cidade de chegada da Etapa Rainha da Volta a Portugal.” Com longo historial na prova, a Guarda foi uma das 19 localidades visitadas, em 1927, na 1ª edição da Volta a Portugal.
As dificuldades de montanha serão omnipresentes ao longo dos quase 175 quilómetros desenhados para o percurso de 3 de agosto. Conhecedor do território, o presidente da Câmara Municipal de Belmonte, António Rocha, destaca o contributo das características naturais da região no desenrolar da prova. “A aptidão física dos atletas, a destreza com as bicicletas, a capacidade de enfrentar o calor ou o frio, as longas distâncias e o íngreme das montanhas são fatores que tornam a Volta a Portugal num espectáculo cativante para os públicos de todas as idades.”
Além da partida de Belmonte e da chegada à Guarda, após o dia de descanso, há outros pontos relevantes na 6ª etapa que Joaquim Gomes, diretor da competição, descreve como uma das mais duras tiradas dos últimos anos. “É um elevadíssimo grau de exigência, que naturalmente lhe atribui o estatuto de etapa rainha. Belmonte verá partir a caravana para o desafio de enfrentar a Torre por duas vezes, com o Vale Glaciar, Manteigas e a Albufeira do Caldeirão a prolongar a batalha até à mais alta cidade de Portugal, a Guarda.”
A passagem pela Covilhã e a subida às Penhas da Saúde e à Torre, esta última caracterizada, como sempre, por uma contagem de Categoria Especial são pontos a reter. Para compensar o esforço da subida, os corredores descem depois à Lagoa Comprida seguindo por Seia, de onde voltam a escalar a serra pelo Sabugueiro até passar novamente na Torre onde haverá uma segunda contagem de Montanha Especial. Sem tempo para recuperar energia, o trajeto segue depois na direção de Piornos e Manteigas, passando pela Albufeira da Barragem do Caldeirão antes de terminar na Guarda. Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, relembra que “uma etapa que passe pelo ponto mais alto de Portugal continental tem de ser difícil! A região da Serra da Estrela tem dos percursos mais duros, no país, para o ciclismo. Não tenho dúvidas que as particularidades serranas vão criar muitas dificuldades e marcar decisivamente a edição 2016 da Volta.” Pedro Machado, Presidente do Turismo do Centro, afirma que a jornada decisiva no coração na região centro vai atrair novos visitantes, reforçando o trabalho já desenvolvido.“Esta região é, cada vez mais, um destino turístico patrimonial, cultural e gastronómico, vocacionado para os grandes eventos desportivos. Por esta razão, a Volta é uma oportunidade exemplar de divulgação do centro de Portugal junto de novos públicos, motivados pela paixão que têm pelo ciclismo.”
A 6ª etapa da 78ª Volta a Portugal realiza-se a 3 de agosto, quarta-feira, marcando a segunda fase da competição. Terá cerca de 175 quilómetros percorridos entre Belmonte e Guarda, com duas contagens de Prémio de Montanha de Categoria Especial assinaladas na Torre.
http://www.volta-portugal.com
quarta-feira, 18 de maio de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Belmonte - Fotos aéreas 2016
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Local:
6250 Belmonte, Portugal
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
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